Sucessor de 'Enn' marca a estreia da cantora na gravadora alemã Nuclear Blast. Novo projeto explora os ciclos da vida, a força da intuição e tem turnês confirmadas até 2027; confira a tracklist.
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| FOTO:ADAM WAMSLEY/DIVULGAÇÃO |
A artista feroesa Eivør está pronta para expandir mais uma vez as fronteiras de sua vasta sonoridade. A cantora e compositora revelou os detalhes de seu novo álbum de estúdio, intitulado "Tungl" palavra que significa "lua" no idioma feroês. O trabalho, que sucede o elogiado "Enn" (lançado em 2024), representa um marco estratégico em sua carreira: é o seu primeiro lançamento pela Nuclear Blast, renomada gravadora alemã conhecida mundialmente por seu catálogo de heavy metal.
Como uma prévia dessa nova coleção de canções, Eivør liberou a faixa "Drekafljóð / Dragon Maiden". Segundo a cantora, o single funciona como um rito de passagem para quem busca libertação. "É uma faixa sobre confiar na intuição, abraçar a incerteza e encontrar a coragem para se entregar ao desenrolar da vida", define.
Enquanto o single anterior, "Healer", focava em narrativas sobre resiliência, "Dragon Maiden" aposta no despertar. A canção, descrita pela cantora como uma "homenagem à força feroz e intuitiva que vive dentro de todos nós", resgata o poder interior que frequentemente fica adormecido.
A concepção da música foi um processo gradual. "A música começou como um poema que estava guardado em silêncio no fundo da minha mente há muito tempo", continua Eivør. "Eu queria capturar aquela sensação linda e libertadora de deixar de lado a necessidade de controlar tudo e se abrir para o que a vida trouxer." Para finalizar os versos, ela convidou Marjun S. Kjelnæs, que descreve como uma de suas mentes poéticas favoritas.
O conceito de Tungl
Após duas décadas de carreira transitando entre o pop noir, rock, jazz, folk e a música eletrônica ao longo de 11 álbuns, Eivør utiliza o símbolo da lua como fio condutor de seu novo projeto.
“Tungl explora os ciclos sempre mutáveis da vida – suas canções transitam entre momentos de ternura e mágoa, amor e perda, e as marés emocionais que nos moldam", explica a artista ao falar sobre o conceito da obra. "Como a lua que inspirou seu título, Tungl serve como um guia gentil pelas passagens mais sombrias da vida, iluminando a beleza, a resiliência e a transformação encontradas ao longo do caminho.”
Para promover o lançamento, a artista embarcará em uma intensa agenda de shows. A turnê passará pela América do Norte durante os meses de outubro e novembro e, em seguida, cruzará o oceano para uma série de apresentações no Reino Unido e em países da União Europeia, a partir de março de 2027.
Lista de faixas de "Tungl":
- "Og mánin græt / And The Moon Cried"
- "Drekafljóð / Dragon Maiden"
- "Verjugarðar / Walls"
- "Spøkilsir / Revenants"
- "Hinumegin / The Other Side"
- "Healer"
- "Eon"
- "Tann tú saknar / Aquele que você deseja"
- "Fangað (feat. Elinborg) / Trapped"
- "Everyone But Me"
QUEM É EIVØR? (Uma voz mística que ecoa do Atlântico Norte)
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| FOTO: EIVØR/DIVULGAÇÃO |
Nascida nas Ilhas Faroé - um pequeno arquipélago situado entre a Escócia e a Islândia, Eivør Pálsdóttir (ou simplesmente Eivør) é uma das forças musicais mais singulares e respeitadas do cenário europeu contemporâneo.
Ao longo de mais de 20 anos de carreira, Eivør construiu uma identidade sonora que desafia classificações rígidas. Dona de uma extensão vocal impressionante, ela une o folclore nórdico profundo incluindo o uso do milenar tambor xamânico de moldura a texturas de música eletrônica, jazz, pop sombrio e, mais recentemente, nuances de rock pesado e metal.
Eivør é, na prática, uma embaixadora da cultura e da língua feroesa no mundo.
Seu estilo hipnótico chamou a atenção de Hollywood e da indústria de games. Sua voz se tornou fortemente associada a atmosferas épicas e ancestrais, sendo uma das mentes por trás da elogiada trilha sonora da série "The Last Kingdom" (Netflix) e fornecendo vocais fundamentais para a trilha do aclamado jogo "God of War".
A sua nova parceria com a gigante do metal Nuclear Blast reforça o seu status de artista "crossover". Eivør prova que a música tradicional do extremo norte da Europa não precisa ficar restrita a museus; ela pode ser grandiosa, moderna e capaz de arrastar multidões em turnês globais.

