Vivarium (2019)
O pesadelo analógico e a queda livre da sanidade:
A vida adulta nos vende a ideia do subúrbio perfeito, mas Jesse Eisenberg e Imogen Poots descobrem que isso é, na verdade, um zoológico humano. Eles ficam presos num condomínio bizarro chamado Yonder, onde todas as casas são verde-menta idênticas e as ruas sempre te levam de volta ao número 9. É a crise existencial burguesa transformada num pesadelo de ficção científica.
A podridão estética dos espaços liminares e VHS esgarçados:
A estética é aterrorizante de tão limpa. O céu parece um papel de parede do Windows 95 esticado ao máximo, com nuvens que parecem pintadas à mão e um sol artificial que não esquenta. A ausência total de vento, som de pássaros ou qualquer elemento orgânico é uma aula magna sobre espaços liminares enlouquecedores.
"A geometria das paredes apodrece, e o que sobra é apenas a estática do fundo da mente triturando fitas cassetes antigas em poeira magnética cega e dolorida."
O Veredito do Caos:
Uma sátira cruel sobre como a expectativa social de comprar casa e ter filhos pode engolir a sua identidade. A cena em que eles tentam cavar um buraco no jardim para escapar e descobrem o que tem por baixo é a prova de que nada é pior que a conformidade estéril.