A Cor da Cura
Lançar o primeiro disco a solo pós-Caramelows trazia um peso insuportável de expectativa, mas Liniker não recuou. Índigo Borboleta Anil (2021) é um testamento arrebatador sobre aprender a amar-se de novo. É um álbum que não pede permissão para ser imenso, grandioso e absurdamente elegante, coroando a artista como a principal herdeira do soul brasileiro.
A Estética: Sopros Quentes e Cordas Frias
Há uma sofisticação de gafieira misturada com R e B clássico dos anos 70. A presença de arranjos de cordas da Orquestra Jazz Sinfónica dá ao disco uma textura de veludo, enquanto canções como "Baby 95" injetam um groove irresistível. Liniker canta com uma maturidade assombrosa; os seus agudos rasgam e os seus graves abraçam.
"A doçura de Liniker esconde a força de um furacão; o álbum é um abraço demorado que você não sabia que precisava."
O Veredito
Uma obra-prima incontestável. Liniker cristalizou a excelência negra trans na música popular, provando que a sofisticação e o afeto andam sempre de mãos dadas nas suas composições.